sábado, 11 de outubro de 2008
Lei de Anistia: Justiça declara Ustra torturador
Finalmente o Cel. Ustra, ex diretor do DOI CODI foi declarado torturador pela justiça. Precisamos lutar pela reformulação da lei da Anistia
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Mestrado e doutorado na UENF
O Programa de Pós-graduação em Sociologia Política disponibilizará neste endereço, à partir do dia 10/10/2008, o edital de seleção para o mestrado e o doutorado 2009.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
"O passado já ficou pra trás"(?)
Assim diz o jingle da candidatura do PMDB à prefeitura de Campos dos Goytacazes. E é também idéia recorrente nos discursos de outras candidaturas no município. Não acredito que seja apenas uma questão semântica, para a rima da campanha... na verdade, essa idéia de descrédito em relação ao passado soa bastante providencial às principais candidaturas.
Ouço muito os jovens reclamarem da frustração de ter que utilizar seu primeiro voto nesse processo eleitoral tão desestimulante. Eles revelam o interesse em votar de verdade, num candidato que os representasse. No entanto, não encontram alternativa.
Essa idéia de que o passado ficou pra trás cria, ao mesmo tempo, uma impressão de que as coisas surgem "do nada", que um candidato é aquele que roubou demais, e o outro também pode roubar, mas roubará menos. Que um construiu isso e o outro aquilo. E assim, a discussão vai rumando para um ponto finito, excluindo qualquer outra possibilidade. Nessa matemática simples, quem nunca exerceu um mandato público, de preferência no executivo, não está "preparado". Talvez em outra ocasião possamos pensar um pouco sobre o significado dessa "preparação".
No entanto, o passado não "ficou" pra trás. Ele "está" lá atrás, e seus reflexos aqui conosco. Ele precisa ser revisitado. Porém, esse exercício é perigoso, pelo menos parece ser a preocupação da maioria dos candidatos. Quem quer deixar o passado pra trás quer tirar a capacidade crítica do cidadão, quer a visão momentânea, instantânea. Temo muito pelos desastres que podem ocorrer em nossa cidade nos próximos anos em relação a educação.
O salário do professor no magistério público estadual é de apenas R$ 540,65 (embora alguns achem que é muito, como já mostrei aqui no blog), enquanto que no Acre, é de R$ 1.498,00, um Estado cujo o PIB em 2005 foi de R$ 44,8 bilhões, contra R$ 246,9 bilhões do Rio de Janeiro (IBGE). Comparando-se o PIB do estado e o salário do professor nesses dois casos, vemos que os investimentos em educação são vergonhosos por aqui.
Já o professor da rede municipal em Campos recebe aproximadamente o dobro, porém, as condições de trabalho são péssimas. São comuns as reclamações sobre falta de recursos nas escolas do município: não há biblioteca, xerox (os professores têm que pagar do próprio bolso as cópias), nem matriz pra mimeógrafo, a condição dos prédios é precária, enquanto na rede estadual, pelo menos as escolas que conheço, possuem bons acervos em suas bibliotecas (tanto para os alunos quanto para os professores), recursos multi-mídia, laboratórios de informática, etc. Será que não daria pra associar as duas coisas? É tenebroso o futuro que vislumbro daqui.
(clique na imagem abaixo para ampliar)

Ouço muito os jovens reclamarem da frustração de ter que utilizar seu primeiro voto nesse processo eleitoral tão desestimulante. Eles revelam o interesse em votar de verdade, num candidato que os representasse. No entanto, não encontram alternativa.
Essa idéia de que o passado ficou pra trás cria, ao mesmo tempo, uma impressão de que as coisas surgem "do nada", que um candidato é aquele que roubou demais, e o outro também pode roubar, mas roubará menos. Que um construiu isso e o outro aquilo. E assim, a discussão vai rumando para um ponto finito, excluindo qualquer outra possibilidade. Nessa matemática simples, quem nunca exerceu um mandato público, de preferência no executivo, não está "preparado". Talvez em outra ocasião possamos pensar um pouco sobre o significado dessa "preparação".
No entanto, o passado não "ficou" pra trás. Ele "está" lá atrás, e seus reflexos aqui conosco. Ele precisa ser revisitado. Porém, esse exercício é perigoso, pelo menos parece ser a preocupação da maioria dos candidatos. Quem quer deixar o passado pra trás quer tirar a capacidade crítica do cidadão, quer a visão momentânea, instantânea. Temo muito pelos desastres que podem ocorrer em nossa cidade nos próximos anos em relação a educação.
O salário do professor no magistério público estadual é de apenas R$ 540,65 (embora alguns achem que é muito, como já mostrei aqui no blog), enquanto que no Acre, é de R$ 1.498,00, um Estado cujo o PIB em 2005 foi de R$ 44,8 bilhões, contra R$ 246,9 bilhões do Rio de Janeiro (IBGE). Comparando-se o PIB do estado e o salário do professor nesses dois casos, vemos que os investimentos em educação são vergonhosos por aqui.
Já o professor da rede municipal em Campos recebe aproximadamente o dobro, porém, as condições de trabalho são péssimas. São comuns as reclamações sobre falta de recursos nas escolas do município: não há biblioteca, xerox (os professores têm que pagar do próprio bolso as cópias), nem matriz pra mimeógrafo, a condição dos prédios é precária, enquanto na rede estadual, pelo menos as escolas que conheço, possuem bons acervos em suas bibliotecas (tanto para os alunos quanto para os professores), recursos multi-mídia, laboratórios de informática, etc. Será que não daria pra associar as duas coisas? É tenebroso o futuro que vislumbro daqui.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Nada de educação
No debate organizado pela TV Record, que foi ao ar nesta noite de domingo (28/09), os candidatos a prefeito de Campos jogaram palavras no vazio. Acusavam-se o tempo inteiro, alguns candidatos já sinalizavam suas intenções de aliança no segundo turno, atacando alguns adversários e poupando outros, muita gente gaguejando e tropelando as palavras, muito roto falando dos esfarrapados. No final das contas, ninguém disse nada. Não há propostas concretas, e alguns projetos são totalmente equivocados, sobretudo os que se referem a educação. Falam nos índices baixos, no plano de cargos e salários, etc, mas tudo muito vazio. E também alguns absurdos, como a criação de ensino técnico profissionalizante no município. eu não entendi nada, acredito que a grande maioria dos eleitores também não. Mas acho que não tem muita gente preocupada com o que dizem os candidatos. É uma pena.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Educar e punir
Matéria instigante a respeito de pesquisa com professores que defendem punições mais severas para os alunos. Veja aqui.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Os candidatos e a educação
No seminário realizado pela UENF, o magnífico reitor Prof. Almy Júnior enfatizou que não há emprego, saúde, desenvolvimento, sem educação. As candidatas Graciete (PCB) e Odete (PCdoB) têm como principal bandeira a educação. Em compensação, a Rosinha, que não esteve presente no debate mas enviou como representante o jornalista e agora professor de filosofia da rede estadual de ensino, Avelino Ferreira, parece defender a idéia de que quanto mais educado o povo, pior. Ressaltou ainda que considera o seu salário como professor estadual muito bom, para o pouco que se trabalha.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Sobre relações homoparentais e coisas afins...
II SEMINÁRIO (DES)IGUALDADE DE GÊNERO:A HOMOSSEXUALIDADE EM FOCO
Data: 17/09/08
Horário:14 horas
Local: Auditório do Hospital Veterinário da UENF
Programação:
14:00- Abertura do Seminário: Palestra “Rio Sem Homofobia” proferida pelo Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro – Sr. Cláudio Nascimento
15:00- Mesa Redonda: “Homossexualidade: novas abordagens de uma velha questão” – Profª Dra. Marinete dos Santos Silva (Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política – UENF)
"O médico, o padre e o jornalista: mídia, justiça e homofobia em Campos dos Goytacazes" – Fábio Bila (mestrando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política – UENF)
"O movimento LGBT e a luta pelo reconhecimento da família homoparental" – Daniela Bogado Bastos de Oliveira (doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política – UENF)
"Homossexualidade e Instituição Prisional" – Profª Beatriz Bogado (FDC)
Vestibular específico UENF - 2009
A UENF realizará vestibular específico para os cursos de Agronomia, Zootecnia e Licenciatura em Pedagogia. Maiores informações, aqui.
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