terça-feira, 16 de setembro de 2008
Vestibular específico UENF - 2009
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Seminário: Política, Eleições e Soluções para Campos dos Goytacazes
Objetivo: discutir a situação atual de Campos e propor políticas, visando o desenvolvimento local sustentável, a serem apresentadas aos eleitos em 2008.
Local do Seminário: Auditório do Hospital Veterinário, no Campus da UENF.
1ª Mesa (10/9, 4ªf) - Dinâmica Política e Sociedade:
Sessão única (9h-12h)-> Adilson Sarmet (ex-Vice-Prefeito), Denise Terra (CEPECAM), Fábio Siqueira (sindicalista), Hamilton Garcia (UENF), Roberto Henriques (Vice-Prefeito).
2ª Mesa (18/9, 5ªf) - Sociedade e Políticas Públicas:
1ª sessão (9h-12h)-> Agricultura (Frederico Veiga [Cooplanta] e Fábio Coelho [UENF], Controle Social (Roberto Moraes, CEFET), Desenvolvimento (Conrado Aguiar [PMCG] e José Viana [UFF], Sustentabilidade Sócio-Econômica (Aílton Mota, UENF).
2ª sessão (14h-18h)-> C&T (Almy Carvalho, UENF), Controle Social (Luís Aguiar, FRC-CECOP), Educação (Luciano D'Angelo, UCAM), Sustentabilidade Ecológica (Arthur Soffiati, UFF), Sustentabilidade Econômica (Geraldo Coutinho, FIRJAN);Debatedores convidados-> Hélio Anomal (PT), Graciete Ramos (PCB), Odete Rocha (PCdoB), Paulo Feijó (PSDB), Rosinha Garotinho (PMDB).
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
"Nenhuma semelhança é mera coincidência"
Foto: Cesar FerreiraTexto de Eugênio Soares.
Direção de Fernando Rossi.
Elenco: Luti, Pedro Fagundes, Fabrício Simões, Alexandre Ferram, Elias Nascimento.
Arte de Wellington Cordeiro.
Iluminação de Ledo Ivo Reis.
Ambientação musical de Rodrigo Rosseline.
Em cartaz nos dias 11, 12, 13 e 14, sempre as 21horas, no Teatro de Bolso.
Valor do ingresso - Meia Entrada: R$ 10,00 (artistas, estudantes, professores, funcionários públicos, idosos, portadores de deficiência, quem tiver uma filipeta, casais, quem chegar vinte minutos antes e quem conhecer alguém que esteja envolvido com o espetáculo).
Entrada inteira: R$ 20,00
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Visitando o Arquivo Público
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Amoxilina
E assim vamos rompendo o semestre.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
ENADE - 2007
Em Campos, os resultados foram satisfatórios. A maioria das instituições avaliadas obteve o conceito 3, além da UENF citada anteriormente. Segue abaixo tabela com os resultados em Campos (clique na imagem para ampliar):
Entre as que obtiveram o pior resultado no estado do Rio, apenas uma é de Campos, o curso de Odontologia da UNIFLU, com o conceito 2. Todas as demais fluminenses que que obtiveram resultados abaixo do satisfatório são IES privadas, com a exceção da UFF, com conceito 2 em nutrição e serviço ocial (Niterói), como se pode observar na tabela abaixo (clique na tabela para ampliar):
terça-feira, 17 de junho de 2008
8ª Mostra de Pós-graduação e 13º Encontro de Iniciação Científica
Este ano, o tema será “A vinda da família Real para o Brasil e seus impactos no ensino e pesquisa”.
Maiores informações, no site do evento.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Professores: Entre Saberes e Práticas*
É muito comum ouvir queixas de professores, do tipo: “essa turma é complicada, ninguém quer nada!”; “não sei o que fazer, ninguém se interessa, os alunos respondem com estupidez, nos tratam como seus empregados”. No final do bimestre, na hora da entrega dos resultados, é aquele festival de notas vermelhas e surge um outro discurso: “Eu dei os conteúdos, mas eles não aprenderam, fazer o quê? Não se comportaram, agora está aí o resultado.” Sem dúvida, estamos diante de um problema que é mais complexo do que parece: As teorias de moda, as “pedagogias” neoliberais de auto-ajuda afirmativa dos diretores e coordenadores de escolas, a família dos alunos, geralmente, colocam a culpa nos professores. Afinal de contas de 35 alunos apenas 5 conseguirem nota azul, é sinal de que o professor não ensinou direito. Os professores, por sua vez, defendem que dão suas aulas, transmitem os conteúdos, mas não encontram apoio nas instituições em que trabalham, as famílias não acompanham o estudo dos alunos, e estes, por sua vez, não querem estudar, e não valorizam o conhecimento.
A complexidade deste tema passa por alguns aspectos que, muitas vezes, passam desapercebidos, e têm a ver com a própria característica da educação, de ser algo tão presente em nossas vidas, desde a infância, que acaba se naturalizando. Outro aspecto importante é a formação dos professores e a sua relação com os saberes que ensinam.
A escola se apresenta como instituição aberta, democrática, e a profissão docente acaba sendo terreno onde todos podem pisar. Todos opinam sobre como o professor deve agir, como deve ministrar suas aulas, avaliar, e de uma forma bastante invasiva, como não ousam fazer com o médico, o dentista, o advogado, o empresário, e até mesmo com aqueles que deveriam opinar de forma mais incisiva, como por exemplo os vereadores ou o prefeito. Todos acham que sabem como é ser professor, porque todos foram alunos. Aliás, ainda é comum ver engenheiros ensinando matemática, médicos ensinando biologia, advogados ensinando história.
Ainda hoje vivemos a predominância do paradigma da racionalidade técnica na formação inicial de professores, que se caracteriza por um conjunto de saberes e práticas que precisam ser observadas e reproduzidas ou aplicadas. Neste modelo o professor se apresenta como um instrumento de reprodução de saberes, um facilitador de conhecimentos científicos sagrados que não podem, em hipótese alguma, ser maculados. Dessa forma é negada a subjetividade do professor. A escola seria, para ele, o lugar da transmissão, e o livro didático, na maioria das vezes, a principal, senão a única fonte historiográfica utilizada por professores e alunos. Por isso se faz urgente uma maior reflexão, por parte dos professores, sobre a sua relação com os seus saberes e os saberes que ensinam.
Durante muito tempo a formação inicial de professores na escola normal, baseada neste paradigma tecnicista, incorporou vários símbolos do regime militar, como o uniforme com um galão no ombro indicando a série da normalista, o hino (que nunca poderia ser desrespeitado com manifestações como aplausos, por exemplo), a bandeira, a disciplina nos desfiles com trajes de gala, tudo isso mesmo depois do fim da ditadura, na década de 1980. As professorandas aprendiam como se portar, como apagar o quadro adequadamente (deslizando o apagador sempre em sentido vertical, nunca horizontal), e uma série de outras regras que deveriam ser seguidas e aplicadas criteriosamente.
Como reagir então ao fato de, mesmo tendo aplicado todas as técnicas de transmissão do conhecimento acadêmico, com total competência, o aluno não consegue realizar uma boa prova? Muitas vezes os professores não conseguem responder a esta pergunta de outra forma senão aquelas citadas no início deste texto.
Diante desta complexidade, é fundamental que haja, por parte dos cursos de formação de professores, das administrações escolares e, principalmente, do próprio professor, que é necessária a tomada de consciência de que o professor é um profissional intelectual, que vai além de um mero reprodutor de conteúdos externos e que, no interior da escola, na sua prática docente, com sua bagagem cultural (livros, filmes, músicas, debates...), também é produtor de conhecimento. Assumir esta postura resolve em parte os problemas que o afligem, pois fortalece a sua profissionalização, transforma a sua prática cotidiana com os alunos em algo significativo, tornando os próprios conteúdos ensinados significantes e, conseqüentemente, apreensíveis.
Não estamos falando, portanto de culpados ou de vítimas, mas da necessidade de uma maior reflexão sobre nossos saberes e práticas.
Para saber mais:
ANDRADE, Everardo Paiva de. Mais História e Ainda Mais Docência: Por uma epistemologia da prática docente no ensino de história. Campos dos Goytacazes, RJ. Ed. FAFIC – Faculdade de Filosofia de Campos, 2002;
__________________. Um Trem Rumo às Estrelas: A Oficina de Formação Docente Para o Ensino de História (O Curso de História da FAFIC). Tese de Doutorado defendida no programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense. 2006; disponível em: http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/2/TDE-2007-11-27T131835Z-1111/Publico/Tese-Everardo%20Andrade.pdf
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. (Col. Docência em Formação). São Paulo, Cortez, 2004
KARNAL, L. (Org.). História na sala de aula - Conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. v. 1. 216 p.
MONTEIRO, Ana Maria Ferreira da Costa. Professores de História: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro, Edito ra Mauad, 2007;
___________________. A história ensinada: saber escolar e saberes docentes em narrativas da história escolar. Disponível em: http://www.anpuh.uepg.br/xxiii-simposio/anais/textos/ANA%20MARIA%20MONTEIRO.pdf